Enquanto o mundo de Rael desmoronava sob o peso do arrependimento na mesa daquela cozinha vazia, Lana encontrava o seu próprio refúgio bem longe dali. Ela havia ido ao orfanato logo cedo, buscando desesperadamente um propósito que a fizesse esquecer a frieza das paredes de sua própria casa. Naquele lugar, cercada pelo barulho das crianças e pelo cheiro de café fresco com bolo de chuva, ela conseguia respirar.
Sentia uma alegria genuína no peito ao saber que Vitória, uma das meninas mais apegada