(POV: Alexandre)
O ar de Paris era gelado, mas não chegava nem perto do frio que emanava do meu peito enquanto eu cruzava o saguão do aeroporto Charles de Gaulle. Henrique já me esperava com as chaves de um sedã preto que minha secretária havia alugado. Ele não disse uma palavra enquanto eu entrava no banco do passageiro, batendo a porta com uma força que fez o vidro vibrar. O silêncio dele era um julgamento que eu não estava disposto a ouvir.
— Para onde, Alexandre? — Henrique perguntou, sua v