(POV: Alexandre)
Parei diante da porta do quarto, minha mão congelada na maçaneta de bronze. Antes mesmo de entrar, o som me atingiu: o choro de Sophie. Não era um pranto dramático, mas um lamento abafado, rascante, que parecia vir de algum lugar muito profundo e quebrado.
Senti um gosto amargo na boca. Eu me senti como um lixo naquela hora. A fúria que ainda queimava em minhas veias não era mais contra Heitor, mas contra mim mesmo. Eu me orgulhava de ser um estrategista, de prever cada movim