(POV: Alexandre)
O silêncio no meu escritório era absoluto. Eu estava sentado à minha mesa, olhando fixamente para o celular de Henrique sobre ela, como se fosse uma bomba-relógio. Meus olhos não se desviavam da tela, esperando, implorando por um sinal de vida que rompesse o silêncio ensurdecedor das últimas quarenta e oito horas.
Então, o aparelho vibrou.
Meu coração deu um solavanco violento. Peguei o celular imediatamente. Era ela. Uma única mensagem.
*Eu estou bem. Pare de me procurar.