A proposta não foi feita como ameaça.
Nem como súplica.
Nem como barganha comum.
Foi apresentada como equação.
Simples.
Direta.
“Me diga onde está a segunda parte… e eu paro agora.”
E isso foi o que tornou tudo mais perigoso.
Porque não havia emoção ali.
Não havia urgência aparente.
Não havia pressão explícita.
Mas havia algo muito mais sofisticado:
uma simulação perfeita de escolha.
Lívia não respondeu.
Não imediatamente.
E esse silêncio não foi hesitação.
Foi cálculo.
Porque qualquer resposta