A pequena cidade parecia fantasma.
As luzes eram poucas. As ruas, quase vazias. A neve cobria tudo como um lençol pesado, abafando sons e tornando cada movimento mais lento, mais difícil.
Adrian dirigia com uma mão firme no volante e a outra segurando o celular inútil, procurando qualquer sinal. Ao lado dele, Lívia respirava com dificuldade, o rosto pálido, o corpo curvado sobre o próprio ventre.
Cada minuto parecia uma eternidade.
— Aguenta… — murmurava ele, mais para si mesmo do que para ela.