O amanhecer chegou sem pedir permissão.
A luz fraca atravessava as janelas sujas da pequena clínica onde Lívia estava internada desde a madrugada. O mundo lá fora parecia tranquilo demais para alguém que tinha atravessado uma guerra poucas horas antes.
Dentro do quarto, o silêncio era pesado.
Lívia dormia.
Finalmente.
O rosto ainda pálido.
Os cabelos espalhados sobre o travesseiro.
Uma das mãos repousava instintivamente sobre o ventre, como se mesmo inconsciente estivesse protegendo o bebê.
Adr