O cheiro de combustível queimado ainda estava no ar.
Misturado com sangue.
Com poeira.
Com o gosto amargo da derrota.
Adrian permanecia ajoelhado no concreto frio, o bebê protegido contra o peito como se o mundo inteiro pudesse desmoronar ao redor e ele ainda não soltaria aquela criança.
As sirenes ecoavam ao longe.
Luzes azuis e vermelhas varriam o estacionamento.
Equipes médicas corriam.
Seguranças gritavam ordens.
Mas tudo parecia distante.
Abafado.
Irreal.
Porque havia um silêncio muito mai