O grito de Adrian ecoou pelo laboratório como algo vivo, rasgando o silêncio e atravessando o peito de Lívia. Ela nunca tinha ouvido um som assim vindo dele. Não era apenas dor física. Era como se estivessem arrancando partes da alma daquele homem que sempre parecera inquebrável.
Preso à cadeira metálica, o corpo dele se contorcia sob os impulsos elétricos que percorriam seus nervos. As veias saltavam em seu pescoço, os músculos tremiam fora de controle. Mesmo assim, havia algo em seu olhar que