O carro seguiu pela estrada escura, agora sem interrupções.
O silêncio voltou.
Mas não era o mesmo de antes.
O ar ainda estava carregado, quente, como se o que tinha acontecido ali dentro não tivesse terminado de verdade. Minha cabeça estava encostada no banco, olhos abertos, mas distantes, sentindo o corpo ainda reagir em pequenos ecos.
Victor dirigia sem dizer nada.
E, dessa vez…
eu também não queria dizer.
Quando os portões da fazenda apareceram ao longe, eu respirei fundo, com