A vaca mugiu alto outra vez, balançando o corpo com inquietação. Levei a mão livre até a lateral do animal e falei com ela em tom baixo, tentando acalmá-la. — Calma, menina… já vai passar. Passei a mão pelo flanco dela em movimentos lentos, firmes, sentindo os músculos se contraírem sob a pele quente. — Eu sei que dói… mas você consegue. Ela respirava forte, o corpo inteiro tensionado. A cada contração, os músculos do abdômen se contraíam com força, tentando expulsar o bezerro. Retirei a mão por um instante e peguei a corda, amarrando-a com firmeza nas duas patas dianteiras do bezerro que já estavam para fora. Victor observava cada movimento meu com atenção, parado ao meu lado. Não dizia nada, mas eu sabia que ele estava avaliando tudo. — Quando ela fizer força, a gente puxa — expliquei para os peões. Eles assentiram. Esperei. A vaca mugiu novamente, inclinando o corpo para frente quando outra contração veio. — Agora — avisei. Puxei a corda com cuidado, acomp
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