Fechei a porta atrás de mim com mais força do que o necessário e permaneci ali por alguns segundos, encostada na madeira, tentando desacelerar a respiração. O silêncio do quarto era quase estranho depois do barulho constante da festa lá embaixo. Nenhuma voz, nenhum olhar, nenhuma expectativa. Só silêncio.
Soltei o ar devagar e levei a mão até o vestido, sentindo o tecido ainda úmido e frio contra a pele. Aquilo me causou um leve arrepio, mais de incômodo do que de temperatura. Sem pensar muito,