Capítulo 15
Lia permanecia sentada no chão, as costas escoradas na lateral da cama. O silêncio do quarto era interrompido apenas pelo som da sua própria respiração, que ainda falhava de vez em quando. O hematoma no rosto latejava, uma lembrança física da mão pesada de seu pai.
O som da chave girando na fechadura a fez ficar alerta. Daniel entrou, fechando a porta com um estrondo seco. Ele não trazia comida, nem um pedido de desculpas. Trazia um envelope dourado com o brasão dos Beaumont.