Sean
Meu peito aperta. Queria engolir o mundo e colocá-lo aos pés dela. Queria fazê-la sorrir, apagar o desconforto do almoço, da reunião, das entrelinhas de segredos que só nós dois conhecemos.
Me ajoelho ao lado da cama, observando cada curva, cada detalhe. O silêncio pesa, mas vibra de expectativa. O sorvete, o bolo, a lingerie, o anel… nada disso expressa o que sinto — mas é um começo. Um gesto mínimo, mas meu.
Ela respira suave. Eu respiro junto. O mundo lá fora desaparece. Por ora, só ex