Alex
A casa parece outra quando entro nela sozinha.
Silenciosa demais.
Grande demais.
Aquela mansão que sempre me pareceu acolhedora agora respira como um animal faminto à espreita — e eu sou a presa que escolheu voltar, sozinha, com uma vergonha que pesa como um elefante.
Camila está na varanda, pernas cruzadas, taça de gin brilhando na mão como veneno socialmente aceito.
Ela me olha como quem olha uma amiga…
Ou um acidente de carro que ainda está pegando fogo.
— O que foi aquilo, Alex? — voz