Saí do Conselho Tutelar com o peito apertado pela despedida da minha filha, mas com a mente focada no papel que carregava na mão. Eu não tinha forças para pegar a estrada de volta imediatamente e encarar horas de viagem de ônibus naquele estado emocional. Por isso, mudei os planos: fui para a casa do meu irmão e acabei pousando lá. Aquela noite foi longa, preenchida pelo silêncio do cansaço e pelo teto desconhecido, mas ter o meu filho dormindo em segurança ao meu lado era o combustível que me