O abraço da minha mãe tinha o cheiro do lar que eu achava que tinha perdido para sempre. Assim que a porta se fechou atrás de nós, desabei. Sentei-me à mesa da cozinha e, entre lágrimas e xícaras de café, contei para ela absolutamente tudo o que havia acontecido nas últimas vinte e quatro horas. Relatei a traição da falsa amiga, a armadilha do documento que tirou minha filha de mim, o confronto físico e a ida desesperada à delegacia de polícia com o boletim de ocorrência na mão. Minha mãe ouviu