Eu acreditava que a armadura que construí ao redor do meu coração era indestrutível. As marcas que Henrique havia deixado em minha alma eram profundas, e a segurança do lar da minha vó parecia o único refúgio possível para mim e para o pequeno filho. No entanto, o tempo passa e, tentando seguir o conselho sábio da minha avó para ver o sol, respirar novos ares e conhecer pessoas novas, decidi frequentar um bar. Eu tinha apenas dezenove anos, carregava um filho pequeno nos braços e as feridas ainda abertas de um casamento violento. Foi naquele ambiente, entre conversas e distrações, que Alexandre cruzou o meu caminho. Ele se aproximou com uma conversa envolvente, gestos atenciosos e me garantiu, olhando fixamente nos meus olhos, que era um homem solteiro e livre. Havia uma aparente estabilidade nele que acabou desarmando as minhas defesas tão bem construídas. Eu era jovem, sentia uma carência profunda, queria ser cuidada e não tinha como imaginar a teia de falsidade que começava bem dia
Ler mais