Quando o calendário finalmente marcou os tão sonhados seis meses de internamento, a engrenagem para a minha primeira saída oficial começou a me mover. Mas o regulamento da clínica tinha as suas exigências: a gente não podia simplesmente arrumar as malas e sair por conta própria; a liberação só acontecia mediante a assinatura, a responsabilidade e a autorização formal da família. E a minha mãe, que já vinha acompanhando a minha evolução de perto, não hesitou. Ela assinou a minha guia de liberaçã