Após entregar minha filha, uma parte de mim ficou congelada naquela calçada. Não havia tempo para o luto da separação; a realidade do despejo ainda nos empurrava. Sem o muro da antiga casa para pular e sem rumo pelas ruas, nós dois conseguimos uma última alternativa de socorro com a própria família. Nós passamos a ficar na casa da tia dele, em um apartamento que, temporariamente, nos tirou do desabrigo total. Ficar trancada naquele espaço pequeno sem a droga e sem a bebida, no entanto, simples