Ao pular daquela janela do segundo andar, o impacto contra o chão poderia ter sido o meu fim ou ter me deixado sem andar para sempre. Mas o que aconteceu foi um verdadeiro milagre: eu apenas torci o meu tornozelo. Sentindo a dor física da torção, mas movida pelo desespero e pela adrenalina daquela noite caótica, percebi que não dava mais para continuar ali naquele apartamento. Tomei distância daquele lugar e saí andando pela madrugada. Eu parecia uma desgovernada, mancando e arrastando a perna