Mundo de ficçãoIniciar sessãoQuem iria imaginar que a garota nerd e tímida, iria namorar o cara mais popular da escola. Ninguém acreditaria que a mais de um ano esse amor vem crescendo cada vez mais .
Ler maisLuna mal podia acreditar. O relógio avançava implacável e ela já estava atrasada para o primeiro tempo de matemática; sabia que estaria encrencada se não pulasse da cama naquele exato segundo. Bem, talvez não tão encrencada assim — o favoritismo dos professores era um escudo conveniente. Ser uma das melhores alunas da turma certamente rendia a ela esse tipo de prestígio silencioso.
Saltou da cama e resolveu tudo com a agilidade de quem já conhece cada passo da rotina. Após um banho rápido, dispensou roupas extravagantes ou qualquer traço de maquiagem. Prendeu o cabelo no rabo de cavalo de sempre, trançando-o com pressa, e calçou os sapatos surrados. Tinha ganhado um par novo, mas aqueles velhos companheiros ainda eram os mais confortáveis para ela. — Luna, não vai tomar café? — a madrasta gritou do corredor, interceptando-a no caminho para a sala. — Fiz bolinhos de chuva, os seus favoritos! — Não posso parar agora! — Luna respondeu, já em movimento. Ela desviou para a mesa como um furacão, pegou dois bolinhos de uma vez e deu um gole rápido no suco. Antes de cruzar a porta, deixou um beijo estalado no rosto da mais velha. — Obrigada pelo café, você é a melhor! E sumiu de vista, deixando a madrasta atônita para trás, ainda processando o turbilhão que acabara de passar pela sala. Na escola... — Luna, estou com saudades... 🥺 — Faz mais de duas semanas que não nos vemos. — Você está soterrada com essas provas e eu preso nos treinos para o campeonato. — Eu quero te ver. 😢 — Não! Eu PRECISO te ver!!! Luna soltou uma risada contida, sentindo o rosto esquentar. Quem olhasse para Jake Carter — o capitão com fama de frio e desinteressado que desfilava pelos corredores — jamais imaginaria que, por trás das notificações, ele conseguia ser tão adoravelmente carente. — Também estou com saudades! — Luna digitou, vendo quase instantaneamente a notificação de uma carinha triste brotar na tela. — Os professores estão nos soterrando de matéria e eu ainda estou fazendo o extra para ajudar os outros alunos. Você não tinha reunião do time hoje? As respostas dele vieram em cascata, curtas e dramáticas: — Sim! Você está atolada e não pode ver seu namorado. — Por que você precisa dar aula para esses ignorantes? 😭 — A reunião já acabou, só estamos arrumando o clube e o vestiário agora que a temporada terminou. Luna mordeu o lábio inferior, contendo o sorriso enquanto os dedos voavam pelo teclado. — Não seja assim, Jake. Eu estudo com eles porque acabo aprendendo também. — Acho que você já é inteligente o suficiente e não precisa se esforçar tanto. — Bobo… — ela sussurrou para si mesma, sentindo o rosto esquentar. Jake nunca media palavras para elogiá-la, e essa falta de filtros sempre a desarmava. — MAS ESTOU COM SAUDADES! — ele insistiu, em letras garrafais. — Podemos nos ver depois das aulas? 😭😭😭😭 — Tudo bem, tudo bem! — Luna cedeu, sentindo o coração acelerar. — Então nos vemos no lugar de sempre. Ela visualizou a mensagem e apenas confirmou com um "sim", recebendo um coração solitário de volta. Aquelas conversas sempre a deixavam em um estado de vulnerabilidade doce; Jake não disfarçava o afeto por ela. — Por que esse sorriso todo? — a voz de Ian a trouxe de volta à realidade. O amigo a observava com uma sobrancelha erguida, notando como ela olhava para o aparelho como uma boba. — Não é nada, não é nada! — Luna respondeu rápido, desviando o rosto e fingindo interesse na mochila para que ele não percebesse o tom de vermelho vivo que subia por suas bochechas. As aulas estavam finalmente chegando ao fim, e a ansiedade de Luna era quase palpável. Duas semanas parecia uma eternidade desde a última vez que puderam ser apenas eles dois. Como o relacionamento era mantido sob o mais absoluto sigilo restavam-lhes apenas os olhares furtivos nos corredores e a saudade. — Ian, me empresta seu caderno de filosofia? — Luna interrompeu seus próprios pensamentos, tentando focar no amigo ao lado. — Não consegui copiar a matéria toda. — Claro! Você passou a aula viajando no mundo da lua — ele brincou, notando como ela sorria para o nada. — Mas, infelizmente, dessa vez não vou poder te salvar. — Por quê? — ela indagou, com um biquinho choroso. — Prometi que emprestaria para a Amanda, sinto muito — explicou Ian, guardando as coisas na mochila. — Sua prima? — Luna franziu o cenho, confusa. — Sim. Ela reclamou com a minha mãe, e agora sou obrigado a ajudá-la. Para não ter que sentar ao lado dela, disse que pelo menos emprestaria os cadernos. Luna assentiu. Sabia que a mãe de Ian levava a sério as ordens domésticas; alguns dias sem videogame ou internet eram o equivalente ao inferno para o amigo. — Só não entendo por que ela não pede para o namorado ajudar — Ian continuou após um breve silêncio. — A Amanda está namorando? Eu não sabia. — Não é como se você estivesse muito inteirada sobre o que acontece no topo da pirâmide social — Ian riu, mas logo se recompôs. — Ela está saindo com um dos caras do time. — Uau! — Luna arqueou as sobrancelhas. — Bem, não é tão surpreendente, já que ela é a capitã das líderes de torcida. Eles terminaram de arrumar o material e caminharam juntos em direção à saída. Foi quando Ian soltou a frase que fez o chão de Luna desaparecer: — Pois é. Eu acho que ela faz um par perfeito com o Jake Miller... Dizem que a escola inteira só fala do namoro dos dois. ................... As notificações não paravam de iluminar a tela do celular sobre a colcha. _Luna, por que você saiu correndo daquele jeito? _Aconteceu alguma coisa? _Luna? Ela ignorou todas as mensagens de Ian. O peito doía como se tivesse levado um soco físico. Logo em seguida, as vibrações mudaram de ritmo. Eram as dele. _Luna, cadê você? _Onde você está? Estou te esperando no lugar de sempre. _Desculpe a demora, o técnico me segurou para uma conversa. _Amor, já estou aqui... Cadê você? (10 Ligações Perdidas: Jake❣️) _Luna, o que aconteceu? Encolhida em sua cama, Luna apenas encarava as letras no visor, as palavras de Ian ecoando como um disco riscado: "Eles combinam... a escola inteira está falando". A confiança que ela julgava ter se transformou em um vidro estilhaçado. Foi assim, com os olhos inchados e o travesseiro úmido de tanto chorar, que o cansaço finalmente a fez pegar no sono. Dia Seguinte... O sinal que marcava o fim da aula de matemática ecoou pelo corredor, mas Luna não se mexeu. O barulho de cadeiras sendo arrastadas e o falatório animado dos alunos pareciam vir de um lugar muito distante, abafados pelo peso de sua própria cabeça contra a madeira fria da carteira. Desde que cruzara os portões da escola naquela manhã, ela sentia como se estivesse caminhando sob a água. Ian, como sempre, tentara puxar assunto várias vezes — perguntou se ela estava bem —, mas Luna apenas oferecia respostas curtas, com os olhos fixos em algum ponto invisível do chão. O sinal tocou avisando o fim da aula de matemática, mas Luna continuou com a cabeça baixa na mesa. O barulho dos alunos saindo parecia distante. Desde que chegou à escola, ela mal falou com Ian. Ele até tentou puxar assunto, mas desistiu ao ver que ela preferia ficar encolhida no lugar até o final do tempo de cálculos. Sentiu o celular vibrar no bolso. Olhou o visor e viu as mensagens de Jake: — Luna, você está bem? — Já passei três vezes pela sua sala e você está deitada. Ela hesitou, mas acabou digitando: — Estou bem. — Tem certeza? Não é normal você ficar assim durante as aulas. — Estou bem, Jake. Só estou cansada. — Tudo bem. Ele não quis insistir para não deixá-la desconfortável, mas o silêncio durou pouco. Duas horas depois... Mais uma vez o telefone de Luna brilhou com as notificações de Jake. — Sabia que você não estava bem. — Eu deveria ter ido confirmar. — Estou bem, Jake. — Pare de mentir! — Se você estivesse bem, por que iria parar na enfermaria depois de passar mal na sala? Ela sobressaltou, surpresa. — Então você soube... — É claro que eu iria saber, Luna. Poxa, o que está acontecendo? — Por que não me falou que estava mal? Eu sou seu namorado. Luna encarou a tela por alguns segundos. A raiva e a confusão que sentia desde a conversa com Ian finalmente transbordaram nos dedos. — Você é? — ela enviou, deixando escapar. — Como assim? Eu não sou seu namorado? — Eu não sei, Jake. Não sei mais de nada. Luna sentiu o peito apertar. Encolhida, ela segurou o tecido da blusa contra o coração, como se pudesse suprimir a dor física que aquela incerteza causava. O celular não parava de vibrar; Jake escrevia rápido, e as notificações chegavam em cascata, revelando o desespero dele. — Luna, o que está acontecendo? — Você não gosta mais de mim, é isso? — Quer terminar comigo? Ela respirou fundo, os dedos tremendo sobre o teclado antes de enviar a pergunta que a atormentava desde o comentário de Ian: — Jake, por que você namora comigo? — Porque eu gosto de você, obviamente... — De todas as pessoas dessa escola, você gosta logo de mim? — Não estou entendendo onde quer chegar. Luna se ajeitou na cama da enfermaria, sentando-se com esforço. — Jake, precisa concordar que isso é loucura. — Você é Jake Miller, o quarterback e o cara mais popular da escola. — Eu sou apenas Luna Potter, uma aluna comum. — Pergunte a qualquer um e dirão que isso é impossível. Ela sentiu o coração quebrar em mil pedaços ao enviar aquelas palavras. No fundo, essa sempre fora sua maior insegurança. O celular vibrou quase instantaneamente. — Luna, eu não estou nem aí para o que os outros pensam. — Eu gosto de você desde o dia em que te vi naquela cafeteria. Por ironia do destino, acabamos estudando na mesma escola. — Para mim, você não tem nada de "comum". Você é a melhor coisa que me aconteceu em muito tempo. — Jake, eu queria acreditar nisso. — Mas não é o que parece. A resposta dele veio carregada de frustração e urgência. — Luna, o que está acontecendo? — Você foi embora ontem, bem na hora em que íamos nos encontrar. — Não atendeu minhas ligações e nem me respondeu. — Eu estava ficando louco, sem saber o que fazer. Só me diz o que houve! Luna respirou fundo, o ar da enfermaria parecendo mais pesado. — Jake, você tem alguma coisa com a Becker? — Ela finalmente soltou, sentindo um peso sair de suas costas, apenas para ser substituído por um frio na barriga. O visor indicou que ele estava digitando por um longo tempo, até que a mensagem apareceu: — Amanda Becker? — Você acha mesmo que eu tenho alguma coisa com ela? — Eu estou te perguntando, Jake. A resposta dele veio carregada de uma urgência que ela quase podia ouvir. — Amor, eu não tenho nada com ela. — Meu contato com a Becker é estritamente profissional, por causa do time. — Eu sou o capitão e ela comanda as líderes de torcida. É só isso. Luna sentiu as lágrimas pinçarem seus olhos enquanto digitava a verdade que a corroía. — A escola inteira acha que vocês estão juntos. — Eu tentei não pensar nisso, Jake. Tentei confiar em você, mas foi mais forte que eu. — A Becker é perfeita. Ela é linda, popular, a capitã... — E olha para mim... Ela largou o celular sobre o colo e ficou encarando o teto da enfermaria. Passaram-se cinco minutos. O visor continuava escuro. Nenhuma notificação, nenhum "digitando...". O silêncio do Jake era como um grito de confirmação para os medos dela. — Você não vai dizer nada? — ela enviou, sentindo o peito arder. — É porque é verdade, não é? Minutos depois.... Luna começou a se preparar para sair, sentindo-se um pouco mais firme, quando a porta da enfermaria foi aberta de forma abrupta. Um garoto loiro, de olhos azuis profundos, estancou na entrada. Ele tinha cerca de 1,80m e os cabelos ainda estavam molhados, como se tivesse acabado de sair do banho. Respirava de forma descompassada, como quem tivesse corrido uma maratona para chegar ali. — Não é verdade! — ele exclamou, a voz ecoando pelo quarto branco. Jake atravessou a sala em passos largos e parou diante dela, segurando-a suavemente pelos ombros. Ele buscou os olhos dela, forçando-a a encará-lo. — Luna... — a voz dele falhou por um instante, o fôlego ainda curto. — Jake, o que você... — Luna, meu amor... eu estou ficando louco. Você está me deixando louco! Ela arregalou os olhos, vendo-o lutar para recuperar o ar, como se o oxigênio tivesse sumido do ambiente. — Estar longe de você... saber que você está com raiva de mim... isso acaba comigo — ele confessou, cada palavra carregada de uma sinceridade que a desarmava. — Luna, eu te amo. Eu não dou a mínima para o que o pessoal da escola diz ou deixa de dizer. Só não assumimos nosso relacionamento ainda porque você quis assim. Ela desviou o rosto, sentindo o peso daquelas palavras. Sabia que ele tinha razão. O segredo nunca foi uma exigência dele, mas uma proteção que ela mesma criou. — Hey... — Jake tocou a bochecha de Luna com uma delicadeza que a fez virar o rosto para ele novamente. Ele acariciou o local com o polegar, mantendo o olhar fixo no dela. — Eu respeito sua decisão. Se você não está pronta para assumirmos o que temos, eu vou respeitar. Só não se menospreze mais, por favor... Luna, para mim, a Becker não é mais do que você em nada. Nem ela, nem qualquer outra garota desta escola. O rubor no rosto pálido de Luna era tão intenso que poderia ser visto de longe. — Eu te amo — ele sussurrou carinhosamente. Aproveitando a timidez dela, selou seus lábios em um beijo que começou como um selinho, mas quase se tornou algo muito mais profundo antes de serem interrompidos. Minutos depois... — Quase fomos pegos... — Luna enviou a mensagem para Jake assim que ele saiu. — Por que me beijou daquele jeito? — Eu teria beijado muito mais se alguém não tivesse chegado. Luna sorriu sozinha. Pela forma como ele escrevia, ela conseguia imaginar o sorriso de lado, convencido, que ele estaria usando do outro lado da tela. — Você é louco!!! — Sou louco por você... Luna, estamos bem agora, não é? Ela o deixou aflito por alguns segundos antes de ceder. — Sim, estamos bem. — Perfeito. Luna voltou para a sala e tranquilizou Ian, que estava genuinamente preocupado. As aulas seguintes passaram em um borrão e logo era hora de ir para casa. Enquanto caminhava pelo corredor conversando distraidamente com o amigo, Luna notou um burburinho estranho. Todos estavam com os olhos grudados nas telas dos celulares, cochichando. Curioso ao ouvir algo sobre uma foto no I*******m, Ian desbloqueou o próprio aparelho enquanto Luna ainda falava sobre a prova de matemática. De repente, ele estancou. Com uma expressão de puro choque, ele virou a tela para a amiga. Luna sentiu o mundo parar. Estagnada no meio do corredor, ela viu a foto: Jake, o garoto que lhe jurara amor há menos de duas horas, beijando Amanda Becker intensamente à beira do campo de treino.Ela encarou o celular por alguns instantes, sentindo um desconforto.(Mensagens: Desconhecido)— Olá, linda garota.— Quem é?— Não vai me recompensar por achar e devolver seu celular em segurança?— Foi você quem colocou na minha mesa?— Você esqueceu na biblioteca.— Eu sabia que havia deixado lá.— Perguntei à bibliotecária e ela disse que você foi a última a sentar naquela mesa.— Mas como conseguiu meu número?— Ela pegou na sua ficha e me deu para te chamar.— Sério, muito obrigada mesmo. Você me salvou.— E minha recompensa?...— Hum?— Nós falamos depois, linda. 😉Luna bloqueou a tela, sentindo um calafrio leve.(Postagem - Luna Potter 🔒)"O que foi isso?"...........No corredor da escola, Jake não resistiu. Puxou Luna para um canto, aproveitando o movimento, e roubou um beijo rápido e ousado.Logo que ela volta para sala, manda uma mensagem para ele. — Não acredito que você me agarrou daquele jeito no corredor.— Fiz e faria de novo. 😉— Jake, alguém poderia ter visto.—
Jake disparou pelos corredores, esbarrando nos batentes das portas e ignorando a dor no ombro enquanto avançava em direção ao vestiário. Ele escancarou a porta principal com violência, os olhos varrendo o lugar com ansiedade até encontrar quem procurava.— Mike! — o grito ecoou pelo espaço amplo.O rapaz alto, de corpo robusto e cabelos pretos, que conversava distraidamente com outros jogadores, virou-se confuso.— Mike Carter!Jake atravessou o vestiário em passos largos e, antes que o outro pudesse reagir, agarrou-o firmemente pela gola da blusa.— Por que você postou aquela maldita foto? — indagou com a voz estridente, os nós dos dedos brancos de tanta força. — Apaga aquilo agora!O barulho das conversas e o som dos armários batendo cessaram instantaneamente. Mike, espantado com a agressividade do amigo, tentou se soltar.— Mano, eu...— O que passava na sua cabeça para tirar aquela merda e ainda postar?! — Jake estava completamente fora de si.— Cara, é só uma foto — argumentou Mi
Luna mal podia acreditar. O relógio avançava implacável e ela já estava atrasada para o primeiro tempo de matemática; sabia que estaria encrencada se não pulasse da cama naquele exato segundo. Bem, talvez não tão encrencada assim — o favoritismo dos professores era um escudo conveniente. Ser uma das melhores alunas da turma certamente rendia a ela esse tipo de prestígio silencioso.Saltou da cama e resolveu tudo com a agilidade de quem já conhece cada passo da rotina. Após um banho rápido, dispensou roupas extravagantes ou qualquer traço de maquiagem. Prendeu o cabelo no rabo de cavalo de sempre, trançando-o com pressa, e calçou os sapatos surrados. Tinha ganhado um par novo, mas aqueles velhos companheiros ainda eram os mais confortáveis para ela.— Luna, não vai tomar café? — a madrasta gritou do corredor, interceptando-a no caminho para a sala. — Fiz bolinhos de chuva, os seus favoritos!— Não posso parar agora! — Luna respondeu, já em movimento.Ela desviou para a mesa como um fur
Último capítulo