Analu
O celular pesa na minha mão como um tijolo. A tela trincada reflete um pedaço do meu rosto — pálido, olheiras fundas, uma assombração do que eu era. A conversa com a Mari ainda ecoa na minha cabeça, um zumbido de pesadelo.
Cayo... preso.
A palavra gruda nos meus pensamentos, um veneno de ação lenta que vai paralisando tudo por dentro.
Não consigo ficar parada. Fico andando de um lado pro outro no quarto, os pés descalços no piso frio. Cada passo é um: preso, preso, preso. O que será que