Cayo
Eu tô aqui, sentado nessa cadeira que parece feita de dinheiro, olhando pra mesa posta como se fosse um filme de novela rica que eu nunca assisti inteiro. Pratos brancos com borda dourada, talheres que pesam na mão, copos de cristal que tilintam só de encostar um no outro. A toalha é impecável, sem uma dobra fora do lugar. Uma das empregadas — sim, eles têm bem mais que uma empregada — serve a entrada com uma delicadeza que me deixa desconfortável. Eu me sinto um intruso. Um erro que entro