O fim da tarde se debruçava sobre as janelas da casa, pintando o chão com tons dourados e nostálgicos. Luna estava sentada no sofá, folheando distraidamente uma revista de decoração. O coração, por algum motivo, estava inquieto — uma sensação que antecede o anúncio de algo importante.
Quando Juno entrou, ela percebeu no olhar dele que havia algo a ser dito. O semblante sereno de sempre carregava uma gravidade diferente, quase um pedido silencioso de compreensão.
— Luna — começou ele, com voz calma, aproximando-se e sentando ao lado dela — eu preciso te contar uma coisa antes que você ouça por outras pessoas.
Ela ergueu o rosto, o olhar atento. — O que aconteceu, Juno? É algo com o papai?
Ele respirou fundo, procurando as palavras certas. — É sobre sua mãe… e o seu padrasto.
O coração dela deu um pequeno salto. — O que tem eles?
— Seu padrasto pediu o divórcio — disse Juno, sem rodeios. — Ontem à noite, depois de tudo o que aconteceu. Ele não aguentou mais os ataques dela contra a Gemi