O fim da tarde se debruçava sobre as janelas da casa, pintando o chão com tons dourados e nostálgicos. Luna estava sentada no sofá, folheando distraidamente uma revista de decoração. O coração, por algum motivo, estava inquieto — uma sensação que antecede o anúncio de algo importante.
Quando Juno entrou, ela percebeu no olhar dele que havia algo a ser dito. O semblante sereno de sempre carregava uma gravidade diferente, quase um pedido silencioso de compreensão.
— Luna — começou ele, com voz ca