Mundo ficciónIniciar sesiónO MEDO E A PROMESSA
Gemima permaneceu sentada na poltrona próxima à janela, suas mãos trêmulas envolvendo o terço, como se ele fosse um elo vital entre ela e seu pai. — As lágrimas secas ainda deixavam marcas ao redor dos olhos, mas havia uma nova centelha neles: esperança.—Jano se posicionou ao seu lado, tocando suavemente seus dedos, não desejava forçá-la a falar; sua presença já dizia tudo.Gemima respirou profundamente, sentindo os lábios tremarem antes de articular qualquer palavra.— Jano… — sua voz soou baixa, quase delicada. — Assim que o papai acordar, você por favor… me leva até ele?Eu preciso ver com meus próprios olhos que ele está bem…Novamente, seus olhos se encheram de lágrimas, mas não eram lágrimas de desespero.Eram lágrimas de quem carregou um medo profundo por tempo demais.— Jano se ajoelhou diante dela, segurando suas mãos com firmeza e levando-as aos lábios, como se aquelas promessas fossem sagradas.<






