Emma narrando
Abro os olhos lentamente. A claridade invadia o quarto com força, atravessando as persianas escancaradas e iluminando cada canto. O sol brilhava lá fora como se zombasse da minha prisão hospitalar. Não faço ideia de que horas são, mas tenho certeza de uma coisa: não aguento mais ficar aqui.
Me sento com cuidado e noto uma pequena pilha de livros sobre a mesinha ao lado. No topo deles, um bilhete dobrado me chama atenção. Arqueio as sobrancelhas, pego o papel e começo a ler.
“Colli