KESIA MUNIZ
Abri os olhos devagar. Minha respiração saia com dificuldade.
Me sentia fraca e incapaz de mover um dedo se quer. Tentei levantar, mas minha cabeça girou me obrigando a deitar na cama macia novamente.
O que aconteceu?
— Que bom que acordou.
Fellipo.
Olhei para o canto do quarto e ele estava sentado, pernas cruzadas e um cigarro pendendo dos lábios grossos.
Fazia um tempo que não o via de perto, que nossos olhares se encontravam.
Ficamos em silêncio, um estudando o outro.