Irina Smith
Nunca fui de desmoronar fácil.
Aprendi cedo a sorrir quando queria gritar. A manter a cabeça erguida enquanto meu mundo ruía aos poucos. A vestir armaduras invisíveis, feitas de orgulho e silêncios bem colocados. Mas naquela noite, assim que fechei a porta do quarto atrás de mim, tudo aquilo caiu. As defesas, as máscaras, a pose. Tudo. E eu… caí junto.
Joguei o celular sobre a cômoda com mais força do que pretendia, ouvi o baque seco, mas não me importei. Meus pés descalços pisaram