O corredor do pronto-socorro estava mergulhado num silêncio pesado, quebrado apenas pelos passos apressados dos médicos e o som distante dos monitores cardíacos. O ar cheirava a álcool e tensão.
Irina estava sentada na beirada de uma das cadeiras de plástico, com os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos trêmulas segurando os próprios cabelos. Os olhos estavam vermelhos, marejados, a respiração curta e irregular.
Matteo andava de um lado para o outro, nervoso, com o celular colado à orelha, conversava com os advogados sobre o que havia acontecido. Pablo, encostado na parede, tinha os braços cruzados e o olhar fixo no chão, claramente tentando controlar a própria raiva.
De repente, o som de saltos ecoando pelo corredor fez Irina levantar o olhar. A porta automática do setor de emergência se abriu e Emma entrou, acompanhada por Natália e Nicole.
Emma, com os cabelos desalinhados e os olhos marejados, correu na direção de Irina. Ela a envolveu num abraço apertado, quase esmagando-a cont