ARTHUR VALENTE
O mundo ao meu redor tornou-se um borrão de luzes e sirenes distantes. Saí do restaurante do Hotel Lovatelli como se estivesse atravessando uma parede de vidro, com Lorenzo logo atrás de mim. O rosto dele, antes a máscara de um magnata italiano inabalável, agora era a imagem do puro terror.
— O meu carro, Arthur! Agora! — gritou Lorenzo, sinalizando para o motorista que já mantinha o motor ligado na calçada.
Entramos no veículo e o motorista não esperou ordens. Ele acelerou, cort