ARTHUR
O brilho frio das telas do meu escritório particular na Valente Corp parecia zombar de mim. Eu estava estático, observando o log de acessos do sistema de segurança. Meus dedos pairavam sobre o teclado, gélidos.
Virei a cadeira lentamente, o estômago dando um nó. — Se não foi você, e não fui eu... só existe uma pessoa com acesso ao meu tablet e à chave física de segurança que ficava no cofre da presidência — senti o maxilar travar. — Meu pai com certeza deu a combinação para a Anna Lovat