O calor me acordou antes do sol bater na fresta da janela de grade.
Não era o bafo abafado do cedro. Não era o mormaço sujo da selva. Era uma brasa viva acesa bem no meio do meu peito, um palmo abaixo do osso da garganta.
Sentei no colchão num solavanco, puxando o ar pela boca. A blusa de algodão tava colada nas costas. Esfreguei a mão no peito, apertando a carne com força, tentando achar o foco da febre. A pele por fora tava normal. O fogo queimava por dentro, sugando a umidade do meu corp