O cheiro de madeira antiga misturado ao perfume de mulheres caras e fumaça de charuto pairava no ar como um lembrete de onde estávamos, no ventre da besta. Um salão esplêndido, exagerado até para os padrões da elite do crime. Don Armando Celestini fazia questão de lembrar a todos, a cada lustre cintilante, a cada nota da orquestra, que ele estava acima. Acima de mim, acima de todos nós.
A minha mão repousava sobre as costas nuas de Briana, guiando-a pela multidão como se eu fosse seu escudo, a