A madrugada caiu pesada sobre Veradorn. A névoa rastejava pelos jardins, como dedos pálidos agarrando a relva. No alto da torre leste, onde a luz da lua atravessava as cortinas diáfanas, Lyanna se revirava na cama.
O suor colava os cabelos negros em sua testa. Seus lábios murmuravam palavras desconexas. Dentro do sonho, ela corria por um bosque coberto de névoa espessa, sons de criaturas que ela não reconhecia ecoavam, olhos vermelhos a espreitavam entre as árvores, e uma sombra imensa pairav