55- Em guerra.
Todos os dias, pela manhã, eu esperava pela fisioterapeuta… até que ela me disse que eu estava bem e que não precisava mais das sessões.
Agradeci e a acompanhei até a porta. O clique da fechadura ecoou como sempre, seco, definitivo. Quantas vezes eu já tinha ouvido aquele som? Perdi a conta. Estava enlouquecendo ali dentro, sozinha.
Meu corpo já não doía mais, mas a mente… essa não descansava. Às vezes eu acordava no meio da noite, suando, presa nos sonhos com o Coiote: Os golpes, os gritos del