Estamos deitados.
Nossos corpos entrelaçados num abraço quente, silencioso. Ofegantes. Saciados.
A cabeça repousa sobre o peito nu de Lioran, e seus dedos deslizam pelos meus cabelos com uma delicadeza que contrasta com tudo que ele é. Com tudo que ele carrega.
— A gente não vai aguentar a noite toda sem uma fogueira. — ele murmura, voltando à realidade.
— Eu posso dar um jeito nisso.
Levanto devagar, recolhendo alguns gravetos secos espalhados pela caverna. A fogueira, esquecida pelo tempo, a