O rosnado ecoa pela fenda como um trovão abafado. Não é um som de lobo. Nem de humano.
É algo mais antigo. Mais profundo.
Lioran se coloca à frente, os olhos atentos, os músculos tensos. Eu me aproximo devagar, sentindo o ar mudar. Mais denso, mais pesado. O cheiro é de terra úmida, sangue seco e algo que não consigo identificar. Algo ancestral.
A criatura emerge da escuridão.
Gigantesca. Pelagem espessa, negra como breu, com placas ósseas nas costas e garras que poderiam rasgar rochas. Os olh