A tempestade externa diminuiu.
Mas o silêncio que veio depois foi mais desconfortável.
Sem ataques diretos.
Sem reuniões emergenciais.
Sem insinuações abertas.
A crise corporativa havia sido contida.
E, com ela, desapareceu a desculpa invisível que adiava a decisão pessoal de Laura.
Agora não havia distrações.
Apenas verdade.
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Ela percebeu isso numa terça-feira comum.
Café na mão. Agenda organizada. Nenhuma emergência.
E uma pergunta que já não podia ser empurrada para depois:
Se nada estive