Laura passou o resto da tarde funcionando no automático.
Respondeu e-mails. Participou de reuniões. Assinou documentos. Sorriu quando necessário.
Mas por dentro, algo tinha se deslocado definitivamente.
Não era mais sobre dois homens disputando espaço.
Era sobre ela decidir qual versão de si mesma estava pronta para sustentar.
No fim do expediente, o celular vibrou.
Ryan.
“Posso passar aí?”
Ela leu a mensagem duas vezes antes de responder.
“Pode.”
Simples. Sem explicações.
Sem fuga.
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Ryan ch