A semana passou devagar, como se desse tempo para Malu e Cassio se conhecerem melhor.
No domingo Malu estava encolhida no sofá, pernas dobradas sob o corpo, a cabeça apoiada no ombro de Cássio.
Ele, por sua vez, tinha um braço relaxado em volta dela, os dedos desenhando movimentos distraídos na pele do braço dela, como se quisesse memorizar aquele instante.
Malu soltou um suspiro satisfeito.
— Se toda semana fosse assim, eu assinava — ela comentou, sem tirar os olhos da tela.
Cássio sorriu, inclinando o rosto para beijar o topo da cabeça dela.
— Eu também.
O celular dele vibrou em cima da mesa de centro. Uma vez. Duas. Três.
Cássio franziu o cenho, esticando o braço para pegar o aparelho.
O nome piscando na tela fez o sorriso desaparecer.
MAYA.
Ele hesitou. O telefone vibrou de novo. Insistente.
— Eu preciso atender — Cassio disse, já com um pressentimento ruim. — Ela não liga assim sem motivo.
Atendeu.
— O que foi agora, Maya?
Do outro lado, a voz veio trêmula, entrec