O silêncio que se instalou após a saída de Marina parecia mais pesado do que qualquer barulho que pudesse ter ecoado na casa. Camila permaneceu parada por alguns segundos, ainda sentindo a presença dela, como se a governanta tivesse deixado rastros invisíveis no ar. Adrian, ao seu lado, não disse nada, apenas observava a porta fechada, como se estivesse avaliando cada detalhe da passagem dela, cada gesto, cada palavra que poderia ter um duplo sentido.
— Ela sabe de alguma coisa — murmurou Camila, baixinho, quase para si mesma.
Adrian respirou fundo, sem se afastar dela. O calor da proximidade era um lembrete constante da tensão que pairava entre eles, mas agora havia uma camada extra: a sensação de que algo ou alguém poderia desestabilizar tudo que haviam construído.
— Não importa — disse ele, firme. — Ninguém vai interferir em nós.
Ela ergueu os olhos para ele e, por um instante, esqueceu do medo que ainda tremia na ponta dos dedos. Adrian tinha aquela presença que a fazia sentir seg