A luz da manhã atravessava as cortinas, tímida, iluminando o quarto ainda envolto em silêncio. Camila despertou primeiro, sentindo o calor do corpo de Adrian junto ao seu, respirando lentamente. Cada detalhe dele parecia mais próximo, mais real, mais intenso depois da noite que compartilhavam.
Ela ficou alguns segundos apenas observando: o cabelo ligeiramente bagunçado, a respiração profunda, o braço repousando sobre a cintura dela. Não havia necessidade de palavras; tudo que precisavam foi dito na noite anterior, nos gestos, nos beijos, na entrega silenciosa. Mesmo assim, uma parte dela tentava compreender o que aquilo significava — não apenas a noite em si, mas tudo o que havia levado até ali. A tensão, o cuidado, o limite sempre beirando a ruptura… e agora, rompido de forma irreversível.
O silêncio do quarto tinha um peso doce, confortável. O ar carregava o cheiro dele misturado ao dela, uma combinação que parecia quase tão íntima quanto o toque da noite anterior. Camila passou a p