O dia parecia comum, mas nada estava igual. Cada gesto, cada olhar, cada silêncio entre Camila e Adrian carregava o peso e a lembrança da noite anterior. Era como se o mundo ao redor tivesse diminuído de importância diante do que compartilhavam, mas a rotina ainda exigia presença, cuidado e discrição. O ar da casa tinha um silêncio diferente, um tipo de quietude que não era ausência de som, mas presença de tudo aquilo que ainda não havia sido dito.
Camila entrou na cozinha para preparar o café da manhã. Cada passo parecia calculado, como se o chão carregasse memória do caminho que ela percorrera até chegar naquele instante. Adrian estava encostado no balcão, observando-a de longe, mas cada detalhe de sua postura, cada movimento dela capturava sua atenção. Ele respirou fundo, tentando manter o controle. O calor daquela proximidade ainda vibrava entre eles, mesmo separados por alguns metros. Era quase palpável — como se a energia entre os dois tivesse permanecido suspensa desde o moment