Augusto Villar
Acordar nunca foi algo que exigisse esforço.
A rotina sempre funcionou como um relógio preciso: horários definidos, compromissos alinhados, decisões esperando antes mesmo do primeiro café. Mas, naquela manhã, nada disso veio primeiro.
Veio a sensação.
O calor.
A presença.
A consciência chegou devagar, ainda envolta em silêncio, enquanto a memória da noite anterior se formava com clareza. Não havia confusão, nem dúvida. Apenas a certeza de que algo havia mudado de forma definitiva