Maria Rita
Acordar naquela manhã foi diferente de qualquer outro dia que já vivi.
Não foi apenas pelo lugar.
Nem pelo silêncio mais tranquilo do quarto.
Foi pela sensação.
Uma paz leve, misturada com algo quente no peito, como se, pela primeira vez em muito tempo… tudo estivesse no lugar certo.
Os olhos abriram devagar, ainda me adaptando à luz suave que entrava pelas cortinas. Por alguns segundos, permaneci imóvel, apenas sentindo.
Sentindo o lençol.
Sentindo o ar.
Sentindo… ele.
Virei o rosto