Vincenzo D' Angelis
O silêncio no carro era denso, opressor, enquanto eu e Guilhermo deixávamos para trás o galpão onde realizamos o interrogatório. A estrada deserta à nossa frente parecia se estender infinitamente, refletindo o turbilhão de pensamentos que ecoavam em minha mente. Guilhermo dirigia com o maxilar cerrado, os dedos tão firmemente apertados no volante que as juntas estavam brancas. Nenhum de nós ousava quebrar o silêncio. Eu sabia que, assim como eu, ele processava cada palavra di