Capítulo 165: O Despertar da Alma
Rafael Monteiro
Eu sempre me perguntei como seria o momento final. Imaginei o frio, o vazio ou talvez um túnel de luz, como dizem os livros. Mas o que encontrei foi a escuridão. Uma escuridão densa, silenciosa e pesada, que parecia me abraçar por séculos. Até que, lentamente, ela começou a se dissipar. O frio foi substituído por um calor suave, e o cheiro de hospital deu lugar ao aroma de grama cortada e flores de cerejeira.
Abri os olhos e me vi sentado em um