Luna se levantou devagar, precisando de um instante para processar a intensidade daquela conversa. Ela caminhou até a pequena varanda e abriu a porta de vidro, deixando o ar fresco da tarde invadir a kitnet. Apoiando as mãos no parapeito, ela encarou o beco sem vida do lado de fora. Pelo menos, aquele cantinho era limpo, não tinha lixo acumulado, e dali ela podia sentir o aroma delicado da pequena flor que havia plantado em um vaso no parapeito.
— Eu não quero que vocês façam isso — Luna disse,