Em uma dessas sextas, quando Luna empurrou a porta de vidro da padaria, o sino tilintando acima de sua cabeça. O aroma familiar de açúcar e massa assada a acolheu, mas, ao olhar para o balcão, ela percebeu imediatamente que algo estava diferente.
Mariane estava apoiada no caixa, com o queixo escorado em uma das mãos, os olhos fixos na vidraça com uma expressão nítida de desânimo.
— Ei, o que aconteceu? — Luna perguntou com um sorriso doce. — Que carinha triste é essa em plena sexta-feira? O pud